terça-feira, 26 de maio de 2009

O que eu não abro mão...

O que eu não abro mão é acordar domingo às 5:30h da noturna manhã de Rio Branco.
Tomo um banho gelado, ponho a camiseta do aniversário de minha irmã caçula (saudade de ti, Lara), uma bermuda, minhas havainas e parto para a primeira catástrofe do dia.
Ao chegar à panificadora (única do bairro - infelizmente) sou contemplado com três minutos do pior atendimento que se pode ter em tão pouco tempo. O que eu não faço por um pão quente...
Sentindo que minha cota de stress diário já começa a ser gasta, eu volto com o produto de meu sacrifício em um saco de papel madeira.
O cheiro do café de Nice que já tomou conta da sala/cozinha e o cheiro que eu dou em seu cangote compensam o início infeliz do dia.
A manteiga de garrafa importada do interior do Ceará deslizando derretida dentro do pão quente compensa todo o resto.
Às 6:20h, já com o uniforme de batalha, eu chego à parada do ônibus e contemplo os róseos dedos de tia Aurora enfim rompendo um novo dia.

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